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Transmitido pelo mosquito da dengue, Chikungunya assusta o país em 2014 – Notícias


A febre chikungunya foi registrada no Brasil pela primeira vez em setembro deste ano. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde (do dia 15 de novembro), haviam sido identificados 1.364 casos no país, sendo 71 importados e 1.293 diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para locais onde há transmissão.

A doença, causada por um vírus do gênero Alphavirus, é transmitida sobretudo pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue, e pelo Aedes albopictus. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular, nas articulações e na cabeça, além de manchas vermelhas pelo corpo, que costumam durar de três a dez dias. A letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara e menos frequente que nos casos de dengue.

Para evitar a transmissão do vírus, a orientação do ministério é que as pessoas reforcem as ações para eliminar criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas adotadas para o controle da dengue: verificar se a caixa d’água está bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, verificar se as calhas estão entupidas e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, desde 2004, o chikungunya havia sido identificado em 19 países. A partir do final de 2013, entretanto, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe e, este ano, na República Dominicana e no Haiti. Até então, apenas África e Ásia tinham registro da circulação do vírus.

Desde que foram confirmados casos no Caribe, o governo brasileiro elaborou um plano nacional de contingência da doença, com as metas de intensificar as atividades de vigilância, a preparação de resposta da rede de saúde, o treinamento de profissionais, a divulgação de medidas às secretarias, além de equipar laboratórios de referência para diagnóstico.

Também foram reforçadas medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre chikungunya, foram constituídas equipes técnicas pelas secretarias de saúde locais para orientar a busca de casos suspeitos e emitir alertas às unidades de saúde e às comunidades. Para garantir o controle dos mosquitos transmissores da doença, está sendo realizada, entre outras ações, a eliminação de criadouros.

A recomendação do ministério é que – uma vez caracterizada a transmissão sustentada de chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos – os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como sintomas apresentados e o vínculo do paciente com pessoas que já contraíram a doença.

Saiba mais sobre a chikungunya

  • O que é chikungunya?

    É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.

  • Quais são os sintomas?

    Febre acima de 39ºC, dores nas articulações, na cabeça e nos músculos e manchas vermelhas na pele que costumam durar de três a 10 dias. Os sintomas surgem entre dois a dez dias após a picada do inseto.

  • Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?

    Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.

  • Quem se infecta com o vírus fica imune?

    Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.

  • Ficarei doente se for picado por um mosquito infectado?

    Não necessariamente. Em média, 30% das pessoas infectadas não apresentam os sintomas clássicos da doença.

  • Como o vírus é transmitido?

    Pela picada da fêmea de mosquitos infectados: o Aedes aegypti, que vive em área urbana e tropical; e o Aedes albopictus, presente em áreas rurais.

  • Posso ter chikungunya e dengue ao mesmo tempo?

    Sim, se tiver contato com os mosquitos portadores de ambos os vírus.

  • Existem grupos de maior risco?

    O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

  • Como se identifica um caso suspeito?

    Quem tiver febre de início súbito acima de 38,5ºC e dor articular ou artrite intensa e que tenham viajado recentemente às áreas onde o vírus circula.

  • Qual a área de circulação do vírus?

    O vírus circula em alguns países da África e da Ásia, do Caribe e, recentemente, chegou à América do Sul. O primeiro caso registrado no Brasil foi em setembro de 2014



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