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Mercado asiático segue bolsa americana e fecha em forte queda nesta sexta | Economia


As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta sexta-feira (9), seguindo o comportamento do mercado americano, que recuou mais de 4% na véspera, num dia marcado por alta volatilidade.

A chance de os juros nos Estados Unidos voltarem a subir mexe com o humor dos investidores. Com os juros mais altos, investir em títulos do governo norte-americano acaba sendo mais rentável do que em bolsa de valores.

Também influenciam os mercados o fato de o governo dos Estados Unidos enfrentar uma nova paralisação administrativa em menos de um mês. Embora o senado tenha aprovado o orçamento, a Câmara ainda não votou a matéria, de um acordo para os próximos dois anos. As contas do governo estão congeladas, o que provoca um “apagão” administrativo no país.

O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio perdeu 2,32% no fechamento de sexta-feira (9), ao fim de uma de suas piores semanas há dois anos. O índice dos 225 principais valores japoneses caiu 508,24 pontos e encerrou em 21.382,62 pontos.

Bolsas da Ásia e Europa sentem efeito da forte queda do mercado financeiro nos EUA

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Os mercados acionários da China sofreram o pior dia em quase dois anos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 4,26%, enquanto o índice de Xangai caiu 4,02%. Em dado momento, ambos chegaram a cair mais de 6%.

Foi a maior queda em um único dia para os dois desde fevereiro de 2016, quando as repercussões de uma tentativa de adotar um mecanismo de “circuit-breaker” após fortes perdas no mercado ainda abalava os investidores.

Todos os setores registraram perdas, liderados pelo financeiro e imobiliário. O SSE50, que acompanha as 50 blue-chips mais representativas em Xangai, caiu 4,6%. Ele subiu 25% em 2017.

O restante dos mercados da região também apresentou perdas.

  • Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 2,32%, a 21.382 pontos.
  • Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 3,10%, a 29.507 pontos.
  • Em Xangai, o índice SSEC perdeu 4,02%, a 3.130 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, retrocedeu 4,26%, a 3.841 pontos.
  • Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 1,82%, a 2.363 pontos.
  • Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,49%, a 10.371 pontos.
  • Em Cingapura, o índice Straits Times desvalorizou-se 1,13%, a 3.377 pontos.
  • Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,89%, a 5.838 pontos.

As principais bolsas europeias abriram em baixa nesta sexta-feira (9), à exceção de Frankfurt, também sensíveis à forte queda de Wall Street na véspera.

O FTSE 100 de Londres começou com uma queda de 0,42%, e o CAC 40 de Paris perdia 0,35%. Em Madri, o Ibex 35 arrancou com uma queda de 0,50%. Já o DAX de Frankfurt registrava uma ínfima alta de 0,02%.

O nervosismo no mercado acionário americano contaminou outras bolsas de valores. No Brasil, a bolsa brasileira fechou em queda superior a 1% nesta quinta-feira (8).

O efeito também foi sentido no mercado de câmbio e levou a uma valorização do dólar em relação a outras moedas. Em relação ao real, o dólar subiu 0,22% e alcançou R$ 3,28 nesta quinta-feira.

Temor sobre alta dos juros

O pânico nas bolsas de valores começou com a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho americano, que mostraram uma evolução nos salários acima do esperado. Esse indicador trouxe preocupações sobre pressões inflacionárias nos EUA, que poderiam motivar uma alta da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) acima do esperado pelo mercado.

As incertezas sobre a economia mexeram também com os juros cobrados nos títulos americanos, os chamados Treasuries. Esse movimento dos rendimentos dos títulos significa que parte do mercado já estava esperando uma alta maior que o previsto anteriormente dos juros pelo Fed.

Uma eventual alta dos juros influencia negativamente o mercado de ações por dois motivos:

  • O investimento em títulos americanos fica mais atrativo quando o juro aumenta, atraindo parte do capital investido em ações;
  • O custo do crédito fica mais caro para as empresas quando o juro básico sobe.



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