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Vai para a Copa? Veja se vale comprar rublos, onde pesquisar e quanto levar – Economia


  • Fabio Aleixo/UOL

A moeda da Rússia, o rublo, vem se desvalorizando no mês de abril após os Estados Unidos terem anunciado sanções contra empresários e autoridades russas. Em relação ao dólar, o rublo atingiu na quarta-feira (11) sua menor cotação desde março de 2016, segundo a agência de notícias Reuters.

Em relação ao real, a moeda chegou a cair 4% no começo da semana, depois subiu um pouco, mas ainda acumula queda de 4,8% no mês até quinta-feira (12).

Para quem vai à Copa do Mundo, é uma boa hora para comprar rublos? Leia abaixo em que casos vale a pena comprar a moeda, onde ela é vendida e quanto é recomendado levar em dinheiro vivo.

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Qual a duração da viagem?

Para o turista que pretende levar uma pequena quantidade de dinheiro vivo ou que fará uma viagem mais curta, essa é uma boa hora para comprar rublos, afirma a superintendente de Marketing e Comunicação do grupo Confidence, Esperança Pizzolante.

“É importante que o viajante esteja atento às movimentações do mercado e, assim, possa aproveitar os momentos de queda. É fundamental que a pessoa faça um planejamento e compre a moeda aos poucos, o que auxilia a diluir riscos”, diz.

Porém, quem vai ficar mais tempo em território russo e planeja comprar uma quantia maior de rublos precisa ter cuidado. O preço da moeda no Brasil é considerado alto, porque ela é pouco vendida. Com a proximidade da Copa, há uma oferta maior de rublos nas corretoras, e o spread cambial (a diferença entre o preço de compra e venda da moeda) tende a cair. Ainda assim, quem comprar rublos por aqui pode acabar pagando mais caro do que se comprasse euros ou dólares e deixasse para trocá-los por rublo só ao chegar à Rússia.

“Se for uma viagem muito rápida, não vale a pena ficar perdendo tempo procurando casa de câmbio. Mas se você vai passar um mês, vale inclusive ver como está se comportando a moeda em relação ao dólar e se vale a pena trocar uma quantidade maior ou ficar trocando no dia a dia”, diz o economista Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV. “Você tem uma série de casas de câmbio que fazem a troca. A dica é procurar bastante, porque as cotações variam muito.”

Levar rublo ou euro?

Especialistas ouvidos pela reportagem recomendam sair do Brasil levando pelo menos uma pequena quantidade de rublos em dinheiro vivo para pagar pequenos gastos (por exemplo, transporte público, gorjeta e lembrancinhas). Isso evitaria, segundo eles, chegar à Rússia e ter que se preocupar com a troca do dinheiro, especialmente durante a Copa, quando o país deve estar cheio de turistas.

“Não esperamos que os turistas comprem rublos suficientes para toda a viagem, mas nosso objetivo é permitir que tenham dinheiro em espécie suficiente para os primeiros gastos, como transporte do aeroporto, as primeiras refeições e outras despesas menores”, afirma Wilson Nagem, presidente da Abracam (Associação Brasileira de Corretoras de Câmbio). “É sempre mais confortável chegar a um país com a moeda local já na carteira.”

“Sair do Brasil já com os rublos traz uma série de benefícios, especialmente porque estamos falando da moeda de um país de cultura muito diferente. Além de garantir maior flexibilidade para o pagamento de gastos menores, como tíquetes de metrô, o turista evitará as bitributações para conversão de outras moedas”, afirma Esperança Pizzolante, da corretora Confidence.

Por outro lado, não vale a pena levar todo o dinheiro em rublo porque, se não gastar tudo, vai perder dinheiro ao converter novamente a moeda para euro ou dólar. 

Quanto levar?

Isso varia de acordo com os hábitos de consumo de cada turista, mas, considerando apenas pequenas compras e gorjetas, o gasto médio por pessoa gira em torno de 3.000 a 4.000 rublos por dia. A estimativa é da Stella Barros Turismo, agente oficial de lazer da FIFA para a venda de pacotes turísticos para a Copa. 

Dinheiro vivo ou cartão? 

Os cartões pré-pagos são uma opção para os turistas. Como não podem ser abastecidos em rublos, a indicação é que carregar o cartão com euros ou dólares, que são moedas aceitas mundialmente e facilmente conversíveis.

Uma vantagem de levar cartão pré-pago em vez de dinheiro vivo é a segurança. Se o dinheiro for roubado, não há nenhuma garantia. Já as demais opções, como cartão pré-pago e cartão de crédito, têm a opção de serem bloqueados em caso de extravio, furto ou roubo. Os cheques de viagem normalmente têm seguro em caso de roubo.

“Com o cartão pré-pago você estará levando para a Rússia um plástico, que tem uma senha. Se perder, você precisa apenas pedir outro plástico daquele, e o dinheiro estará lá”, afirma Emerson Marchiori, sócio da IB Corretora. “Além disso, eles são fáceis de recarregar. Basta acessar o site da empresa contratada e emitir um boleto para pagamento.”

Por outro lado, há a cobrança de taxas. Ao comprar dinheiro vivo, o governo cobra IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 1,1%. Para cartões pré-pagos e gastos no cartão de crédito, o IOF é de 6,38%. 

Quem decidir pagar as contas no exterior com cartão de crédito deve lembrar, também, que só vai descobrir quanto será a cotação do dólar que terá de pagar no momento em que a fatura for fechada.

Onde pesquisar e comprar?

Normalmente, não é muito comum encontrar bancos e corretoras que comprem e vendam rublos, mas isso tem mudado por causa da Copa na Rússia. 

As corretoras e bancos associados à Abracam (Associação Brasileira de Corretoras de Câmbio), por exemplo, anunciaram que estão vendendo a moeda russa. As unidades mais preparadas são as que ficam em grandes metrópoles ou cidades que recebem muitos turistas. Em outros locais, pode ser necessário agendar a compra com antecedência. A lista completa das instituições está no site www.abracam.com ou no aplicativo Unicam.

O site Melhor Câmbio (www.melhorcambio.com), também disponível em app para Android ou iOS, ajuda a buscar instituições próximas ao usuário, mostra as melhores cotações disponíveis e ainda permite fazer uma oferta às corretoras, dizendo que valor gostaria de pagar na transação. As corretoras respondem se aceitam ou não.



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