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Estas mulheres contam como se endividaram e de que jeito saíram do vermelho – 09/08/2018


Segundo estudo desenvolvido pela Serasa Experian, em janeiro de 2018, o número de consumidores inadimplentes no país era de 60,1 milhões. Estas mulheres sabem bem o que é fazer parte dessa estatística, mas também conhecem o caminho para sair dela –e dividem com você a seguir.

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“Minhas dívidas chegaram a US$ 150 mil”

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“Abri um comércio atacadista em 2001, mas não sabia administrar e não tinha capital de giro para manter o estoque alto que o atacado exige. Comecei a receber cheques sem fundo e, como dependia das vendas para pagar os fornecedores, as dívidas começaram a se acumular –chegaram em US$ 150 mil. Comecei a dever para os fornecedores (que eram mais de 20), a usar três cartões de crédito para tudo, inclusive para saques, e passei a pagar o que dava com os limites das contas (pessoas física e jurídica). Em apenas nove meses, eu havia esgotado todos os meus recursos e, daí em diante, só acumulei dívidas. Até então, minha relação com os bancos era regular, mas, ao começar a me endividar, não recebi nenhum aconselhamento, ao contrário, os gerentes aumentavam os limites para que eu me endividasse ainda mais. Para piorar, no meio desse processo, me divorciei. Dever é como contrair uma doença contagiosa, os ‘amigos’ desaparecem, incluindo familiares. Mas determinei que me restabeleceria em um ano. Trabalhei fazendo tudo o que podia para levantar dinheiro: traduções, textos para editoras, revendendo diversos tipos de produto. Usei todos os meus talentos para gerar dinheiro e com isso fui negociando e pagando as dívidas. Depois, consegui um trabalho fixo como jornalista, mas continuei com as rendas extras para acelerar o pagamento. Em 11 meses e 20 dias quitei tudo. Nunca mais acumulei dívidas.” Patrícia Lages, 46, autora do livro “Bolsa Blindada” (Editora Thomas Nelson Brasil).

“Ligavam me cobrando todos os dias”

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“As dívidas começaram porque meu pai, que era quem bancava a minha faculdade, não conseguiu mais arcar com os custos. Na crise de 2009, o setor em que ele trabalhava, da construção civil, foi um dos mais atingidos. Com isso, passei a me enrolar para pagar a faculdade e a fazer dívidas no cartão de crédito –eu sempre pagava o mínimo. Eu ganhava, na época, R$ 2 mil e devia mais de R$ 7 mil em três cartões, de três bancos diferentes. A vida ficou caótica: ligavam para minha casa e para o meu trabalho cobrando todos os dias. Porém, eu não tinha como pagar naquele momento. Fiquei nessa situação crítica por dois anos, não pedi ajuda de ninguém nem peguei empréstimos. Mantive a cabeça fria e tentei ser o mais racional possível. Não adianta ceder à pressão das empresas de cobranças e fazer acordos que você não conseguirá honrar, apenas para que eles parem de ligar. Enquanto não chegaram numa parcela possível de eu pagar, recebi ligações diariamente. Depois disso, porém, sanei todas as minhas dívidas. Hoje, poupo cerca de 60% do meu salário, consegui trocar de carro, dar entrada num apartamento e tenho uma situação confortável. E me livrar do cartão de crédito foi a melhor coisa que fiz na vida.” Larissa Camargo, 29, consultora de comunicação.

“Existe uma questão forte emocional na forma como lidar com o dinheiro e a falta dele”

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“Nunca fui uma pessoa organizada financeiramente. Vivia de forma confortável enquanto era solteira e sem filhos. Na minha cabeça, dinheiro servia para dar prazer. Ganhava razoavelmente bem e mantinha meu padrão de vida como gostava, com bons restaurantes, viagens, compras e passeios. Mas, quando engravidei, meus gastos aumentaram muito e eu não estava preparada para mudar o meu estilo de vida. A falta de organização financeira me levou a fazer um rombo imenso no orçamento. Como consequência, os juros do banco consumiram uma fortuna. Era taxa e mais taxa! Chegou um ponto que eu desisti de tentar resolver e a situação somente piorou. Minha prioridade era pagar aluguel, plano de saúde, comida, água e luz. O restante, ia me virando como dava. A situação no banco chegou em mais de R$ 20 mil de dívidas, que negociei e estou pagando até hoje. Entendi que existe uma questão forte emocional na forma como lidar com o dinheiro e a falta dele. Antes, vivia o hoje e, depois que tive filho, me vi obrigada a pensar no futuro. Fiz um acompanhamento com uma coach financeira, paralelamente com terapia. Ainda não saí desse imbróglio financeiro, mas estou indo o caminho certo. As coisas se resolvem um passo de cada vez.” Daniela Côrtes Barbará, 42, empresária.



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