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Boeing mostra o novo 777X com a tão esperada asa retrátil


Sem o mecanismo que dobra as asas, aeroportos teriam que de ser adaptados para o novo 777X (Boeing)

Sem o mecanismo que dobra as asas, aeroportos teriam que de ser adaptados para o novo 777X (Boeing)

A Boeing revelou nesta semana em suas redes sociais as primeiras imagens mostrando claramente o novo 777X e suas asas com as pontas dobradas. O curioso dispositivo visto na nova geração do “Triple Seven” foi desenvolvido para reduzir a envergadura da aeronave e assim facilitar sua movimentação em solo.

O 777 já é o atual maior avião bimotor do mundo (na versão 777-300ER) e esse recorde será ampliado com os modelos da nova geração X, os 777-8 e especialmente o 777-9. Como as novas aeronaves cresceram significativamente em comprimento e peso em relação aos modelos anteriores, foi preciso adotar asas maiores: as novas versões do 777X terão asas com 71,8 metros de envergadura.

Todo esse tamanho exigiria que aeroportos adaptassem seus pontos de embarque e desembarque para o 777X, adotando medidas semelhantes às necessárias para receber os gigantes Airbus A380 e o Boeing 747-8.

Porém, a Boeing resolveu esse problema dobrando as pontas das asas dos novos 777. O mecanismo reduz em 7 metros a envergadura das aeronaves, que ficam exatamente com o mesmo tamanho dos 777-200LR e 777-300ER (ambos tem 64,8 metros de envergadura).

O dispositivo nas asas dos 777X já foi aprovado pelo FAA, órgão que controla a aviação nos EUA. Segundo o cronograma da Boeing, os primeiros voos com os novos 777 começam em 2019 e no ano seguinte chegarão ao mercado. O primeiro cliente do novo widebody será a companhia aérea Emirates Airline, de Dubai.

O novo Boeing 777X chega ao mercado a partir de 2020 (Boeing)

O novo Boeing 777X chega ao mercado a partir de 2020 (Boeing)

Para quem viajar nos novos 777-8 e 777-9 com certeza será uma experiência interessante observar pelas janelas as pontas das asas dobrando após um pouso ou desdobrando antes da decolagem. A solução também permitiu a Boeing manter a asa do 777 “limpa”, livre de winglets.

Para quem não sabe, winglets são aquelas pequenas superfícies verticais nas pontas das asas dos aviões. É um dispositivo aerodinâmico que ajuda a reduzir o arrasto da aeronave em voo e, não só isso, também é uma solução que permite criar asas menores, embora não tão eficientes quando uma “asa limpa” e muito maior (e mais cara para projetar, fabricar, testar, etc…)

Concorrente do Boeing 777, o Airbus A350 é um dos jatos comerciais de grande porte que usa esse “truque” de engenharia. A versão A350-1000, por exemplo, mede 73,8 metros de comprimento, mas suas asas (com winglets) tem 64,7 m de envergadura, 7,1 metros a menos que o 777X.

(Airbus)

O A350-1000 é um dos maiores aviões do mundo equipado com winglets (Airbus)

A busca pela “asa perfeita” levou a Embraer a projetar conjuntos específicos para cada um dos modelos da nova família E-2. Os jatos E190 e E195 de primeira geração compartilham a mesma asa, com 28,7 metros de envergadura e equipadas com winglets.

Na nova geração isso muda e bastante: o E190-E2 usa uma asa de 33,7 metros e o E195-E2 outra de 41,5 metros, ambas sem winglets. O benefício vem em forma de maior eficiência no consumo de combustível, que no caso dos E2 apresenta uma melhora de até 20%.

A Embraer exibiu o E190-E2 em Farnborough com uma pintura especial (Embraer)

As asas do novo Embraer E190-E2 não são equipadas com winglets (Embraer

Veja mais: As diferentes face do Boeing 747



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