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Traumatismo craniano nem sempre é grave, mas merece atenção


Compadre Washington foi levado ao hospital após bater a cabeça na calçada

Compadre Washington foi levado ao hospital após bater a cabeça na calçada
Reprodução/Instagram

Pancadas na cabeça, na maioria das vezes, causam preocupação, mas nem todas elas são totalmente graves. De acordo com o neurocirurgião Júlio Pereira, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, todas as pancadas na cabeça são consideradas traumatismos cranianos, tendo os graus leves, moderado e grave. O médico afirma que a classificação se dá pelas ocorrências seguintes a pancada.

Na madrugada desta segunda-feira (20), o cantor Compadre Washington, do grupo É o Tchan, sofreu um assalto em São Paulo e foi agredido, de maneira  que caiu e bateu a cabeça na calçada. O cantor foi levado para o Hospital das Clínicas (HCFMUSP), onde segue internado e em observação.

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Pereira afirma que cerca de 95% dos casos de traumatismos são leves, nos quais a pessoa bate a cabeça e, basicamente, sente apenas a pancada e dor de cabeça, que pode vir acompanhada de um galo ou não. 

Já os graus moderados e graves, que correspondem aos 5% dos traumatismos, recebem essa classificação quando há qualquer alteração da consciência da pessoa e confusão em seguida ao trauma. Nesses casos, o paciente deve fazer exames de imagem para se certificar de que não existem maiores danos.

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O médico explica que, geralmente, as ocorrências graves são de extrema importância e muitas são caracterizadas pela perda do controle de necessidades básicas, como a respiração e a consciência, a ponto de engasgar sozinha.

Traumatismos em crianças, especialmente as pequenas e que não conseguem contar o que estão sentindo, e idosos merecem maior atenção, mesmo sem a ocorrência de alterções da percepção, pois pode ocorrer a formação de coágulo.

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Segundo Pereira, traumatismos leves devem ser observados e o paciente deve se alimentar bem. A aplicação de gelo no local pode ajudar a melhorar as dores e diminuir o inchaço, vermelhidão e possíveis galos.

Já os traumatismos moderados e graves, ou seja, em que a pancada altere o nível de consciência, pacientes que tenham consumido bebida alcoólica e quedas de alturas significantes, devem ser levados ao hospital. Pereira afirma que o ideal é não manipular a pessoa, principalmente em casos de grandes quedas, pois a movimentação pode mexer ossos possivelmente quebrados. Nessas ocasiões, quem estiver próximo ao paciente deve chamar o resgate e conversar com o paciente para manter sua consciência.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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