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Estresse pós-traumático – Quais as causas? Sintomas e Tratamento


O estresse pós-traumático é caracterizado quando uma pessoa passa por algum momento difícil, violento ou assustador e não consegue se recuperar. De acordo com especialistas em saúde, esse é um tipo de distúrbio de ansiedade que afeta 20% da população.

As pessoas que mais sofrem com esse problema são aquelas que, de certa forma, estiveram envolvidas em situações que ameaçam a sua vida ou a de terceiros.

No geral, o problema se manifesta em forma de crises, quando esse indivíduo se recorda do ocorrido ou revive o episódio.

Estresse pós-traumático

[VEJA TAMBÉM: SINTOMAS DA ANSIEDADE]

Quais as causas do estresse pós-traumático?

As causas estão relacionadas a momentos de violência vividos ou presenciados pelo portador, que possam representar riscos de vida a ele mesmo ou a terceiros.

As situações mais comuns são:

  • Assaltos;
  • Acidentes;
  • Violência sexual;
  • Agressão física;
  • Guerras;
  • Violência doméstica;
  • Morte de ente querido;
  • Doenças graves;
  • Catástrofes naturais;
  • Violência urbana.

No entanto, é necessário salientar que há inúmeras dimensões de ameaças à vida, elas podem ser tanto físicas quanto psíquicas, como é o caso de assédio moral e humilhações.

Por isso, existe um trabalho que evidencia acabar com o Bullying nas escolas, já que esse problema, de acordo com especialistas, é uma condição que pode causar o estresse pós-traumático em crianças e limitar o seu aprendizado.

Outro fator percebido pelos estudiosos é a questão da desigualdade social em crianças e adolescentes. Muitas dessas pessoas podem ser vítimas de marcas profundas, causadas por situações atípicas na vida delas, como a extrema pobreza que, inclusive, tende a ser um forte desencadeador do estresse pós-traumático.

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Estresse pós-traumático

Sintomas do estresse pós-traumático

O indivíduo pode apresentar sinais físicos diante do estresse pós-traumático, sobretudo quando a pessoa se recorda do ocorrido ou vivência o episódio novamente pelas experiências de outras pessoas.

Essas recordações podem desencadear alterações mentais e neurofisiológicas, que são colocadas da seguinte forma:

  • Pesadelos com o ocorrido;
  • Lembranças constantes e involuntárias;
  • Problemas sociais, pois a pessoa pode se afastar de atividades que representam riscos, se estas estiverem ligadas a uma experiência ruim;
  • Distanciamento emocional, pois o indivíduo pode não encontrar mais prazer no que antes era interessante a ele;
  • Sintomas físicos – ataques de pânico, taquicardia, sudorese intensa, insônia, mau humor;
  • Medo de morrer;
  • Sentimentos negativos (sensação de vazio, perda de estímulo na vida).

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Tratamento para o estresse pós-traumático

 

Geralmente, as pessoas acometidas por esse problema levam, em média, 2 anos após a primeira crise para procurar ajuda médica. A maioria delas demora para entender o que está acontecendo de fato.

O primeiro passo do diagnóstico é compreender qual foi o agente agressor desse problema. O especialista que deve ser procurado é o psiquiatra, sendo o tratamento individualizado, pois nem todas as pessoas são predispostas a desenvolverem essas reações diante de eventos traumáticos na vida.

Estresse pós-traumático

No geral, o profissional de saúde terá uma conversa com o paciente, na qual buscará identificar a causa e os sintomas.

Antes de receitar qualquer medicamento, o médico poderá pedir alguns exames, entre eles:

  • Dosagem de hormônios do estresse (cortisol);
  • Hormônios da tireoide;
  • Hormônios da hipófise;
  • Hormônios sexuais.

O tratamento para o estresse pós-traumático visa melhorar a qualidade de vida do paciente, as relações sociais e também o desempenho nas atividades diárias.

Alguns medicamentos relacionados à ansiedade e à síndrome do pânico podem ser receitados, no entanto, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e mudança no estilo de vida são as práticas mais funcionais para ajudar o paciente.

Apostar em uma alimentação equilibrada, atividade física, meditação, técnicas de relaxamento e vida espiritual atuante têm sido as melhores estratégias terapêuticas, inclusive, mais efetivas do que os fármacos.

Quais são os riscos do estresse pós-traumático a longo prazo?

É necessário estabilizar o problema para que a pessoa retome a sua vida normal, caso contrário, o problema poderá se agravar, aumentando as chances das seguintes complicações:

  • Depressão;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Alcoolismo;
  • Transtornos de personalidade;
  • TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo;
  • Alterações clínicas (aumento da pressão arterial, diabetes, problemas cardíacos, baixa da imunidade).

Para prevenir esses problemas, é necessário ter um diagnóstico precoce e buscar ajuda imediata para reduzir os danos causados pelo estresse pós-traumático.



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