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Já imaginou viajar à Lua nas férias? Isso está mais perto do que parece – O Mundo Mudou


Crédito: Unsplash

Sabe aquele antigo sonho de criança de ser astronauta e que foi trocado pela ideia de virar jogador de futebol? É bem provável que ele volte à moda.

Somos muitos e, por conta do modelo capitalista e do consumismo exagerado, estamos destruindo o planeta, acabando com recursos naturais e como consequência tornando a Terra inabitável. 

Assim, o espaço tem se tornado cada vez mais uma opção real de escapatória e recomeço para a raça humana.

Velho espaço X Novo espaço

Ok.. eu sei que está parecendo muito uma história de ficção científica, mas desde a primeira ida do homem à Lua, muita coisa mudou, entre elas o espaço e as nossas necessidades. A velha e a nova exploração espacial são completamente diferentes.

A velha compreendia a disputa entre países e seus objetivos eram basicamente pesquisa, status, poder e segurança. O espaço era um meio pouco explorado e baseado totalmente nas instituições públicas e seus interesses, com altíssimos custos e muito risco.

Hoje, a exploração espacial é totalmente diferente. Com o avanço da tecnologia, se tornou “mais barato” e de menor risco fazer missões à Lua, Marte ou viagens à órbita da Terra. Diferente –e muito– do que era, temos um modelo econômico dirigido por empreendedores e companhias privadas. O seu objetivo é simples: novos recursos e lucro.  

Passamos daquele meio pouco explorado ao desenvolvimento do que arrisco dizer ser a 6ª Revolução Industrial –o espaço como nossa ferramenta de evolução e sobrevivência. 

Negócios no espaço

Negócios no espaço mal começaram, mas já temos um mercado bilionário avaliado hoje em US$ 323 bilhões. E sei que muitos vão falar: “mas só a Nasa já movimenta metade disso”. Engano! A Nasa é responsável por apenas 13% desse montante, enquanto 11% é de outros órgãos governamentais e 76% é de empresas privadas!

O mercado privado espacial atua em diversas áreas como o turismo, colonização, bioengenharia, saúde, infraestrutura e por aí vai. 

Muito legal! Mas e aí, quais são essas empresas e negócios?

Uma delas é a Virgin Galactic, encabeçada pelo gigante empreendedor Richard Branson. Ela é uma empresa astronáutica que comercializa um voo que vai até a estratosfera e volta, e outro que dá a volta no nosso planeta azul a bordo de sua nave espacial. Pela bagatela de US$200 mil você pode ser um dos privilegiados com essa experiência.  

Ainda no território do turismo, a Bigelow Aerospace promete para 2021 a inauguração de seus primeiros hotéis espaciais. Isso sim que eu chamo de room with a view!

Musk talvez seja o cara que mais vêm impulsionando a colonização fora da Terra. Sua empresa, a SpaceX, atua hoje na entrega espacial de cargas na órbita terrestre e, das 84 missões da empresa, apenas 4 falharam –nada mal. Além disso, Musk acredita que vamos precisar morar em Marte em um futuro próximo, por isso está focado na colonização do planeta.

Outro mercado incrível é sobre experimentos de bioengenharia. A Space Pharma é uma empresa israelense que usa o espaço para fazer testes em gravidade zero de doenças, remédios, bactérias em um ambiente que os vírus se desenvolvem muito mais rápido e trazer soluções para a Terra.

A área de infraestrutura espacial tem uma das minhas empresas preferidas, a Made in Space. Ela criou uma impressora 3D que consegue imprimir objetos em gravidade zero.

Mas porque eu acho isso tão incrível? Esse processo facilita anos de logística e planejamento para construção, implementação e conserto de “qualquer coisa” no espaço. Imagina que foi detectada a necessidade de um reparo em um satélite e não os astronautas não contam com a ferramenta certa lá no espaço? A Made in Space consegue imprimir esse objeto e resolve o drama espacial.

Entenderam as zilhões de possibilidades que se abrem? Quantas novas áreas, mercados, empregos, especializações, utilidades e materiais que irão surgir desse novo e pouco explorado universo?! Esses exemplos são atuais e apenas o começo. A economia espacial já é uma realidade absolutamente incrível e isso não é nem metade do que ainda iremos acompanhar. Aos amantes de ficção científica, já valeu a espera! 

E como já dizia Buzz Lightyear: “Ao infinito e além!”.



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