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Caixa de leite tem mais tecnologia do que você pensa; veja como funciona – 07/11/2019


Se você tomou leite ou suco de laranja hoje, é bastante provável que tenha usado uma embalagem cartonada. O nome pode parecer estranho, mas se refere à popular caixinha que embala diversos tipos de produtos, em geral aqueles mais perecíveis.

Criada nos anos 1960 pelo sueco Ruben Rausing – que também é fundador da Tetra Pak -, essa embalagem tem como grande mérito a capacidade de conservar alimentos por longos períodos de tempo, mesmo fora da geladeira.

Foi uma invenção revolucionária na época e que é amplamente utilizada hoje em dia.

Tec por trás caixa de leite

Imagem: Guilherme Zamarioli/UOL

Bem, tudo começa pela construção em si do material. Ainda que cada fabricante utilize uma receita própria, três materiais básicos são usados em sua composição: papel, plástico e alumínio.

A caixa é feita em camadas e, novamente, cada fabricante utiliza uma “fórmula”. Tomando como exemplo a Tetra Pak e a SIG, duas das principais fabricantes deste tipo de embalagem, o produto de ambas tem seis e cinco camadas, respectivamente.

No caso da de seis camadas, as duas mais internas são de polietileno, que é um plástico. Em seguida há uma camada de alumínio, outra de polietileno, uma de papel cartonado impresso e, por fim, mais uma de polietileno.

Cada um desses componentes tem uma função. O papel cartonado mantém a embalagem rígida, o plástico garante a integridade do fechamento da embalagem e o alumínio bloqueia a luz e o oxigênio. Ainda que seja o tipo de construção mais usado, há alternativas, como uma embalagem da SIG que usa materiais 100% vegetais e renováveis. Ainda assim, as camadas acabam tendo a mesma finalidade.

E só o fato de sabermos as funções de cada parte acaba sendo um “spoiler” sobre o principal segredo desse tipo de embalagem, que é a capacidade de conservar alimentos.

O que ela faz é isolar totalmente o seu conteúdo do ambiente externo. No caso do leite, ela é combinada com um procedimento chamado ultrapasteurização (o chamado UHT). Esse processo consiste em submeter os laticínios a uma temperatura entre 130° C e 150° C por um período bem curto, o que mata bactérias. Depois disso, eles são imediatamente resfriados a uma temperatura inferior a 32° C.

Isso dispensa a necessidade de se utilizar conservantes.

Outro segredo está na hora do envase, que é feito por máquinas específicas para isso. As embalagens chegam em bobinas, passam por um processo de lavagem, esterilização e secagem. As máquinas, por sua vez, fazem o chamado envasamento contínuo, que evita o contato do leite (ou derivados, como o creme de leite) com o ambiente externo e ocorre de forma totalmente automática.

Por que é preciso guardar na geladeira depois de aberto?

Uma vez que a embalagem é aberta, o leite se “contamina” ao entrar em contato com o ar. Com isso, o processo de ultrapasteurização e a eficácia da embalagem ficam comprometidos. Manter ele refrigerado, neste caso, serve para retardar a ação das bactérias e garantir seu consumo por um período mais longo.

Embalagens podem ser recicladas?

Mesmo contendo materiais distintos em sua construção, as embalagens podem, sim, ser recicladas. O processo não é tão direto como seria no caso de materiais “puros”, porém é possível remover o papel das embalagens, que acaba sendo usado para outros tipos de embalagens. Já a mistura entre plástico e alumínio pode originar produtos como telhas, pallets e até mesmo móveis.

Toda quinta, Tilt mostra que há tecnologia por trás de (quase) tudo que nos rodeia. Tem dúvida de algum objeto? Mande para a gente que vamos investigar.

Fontes: Vivian Haag Leite, diretora de marketing da Tetra Pak Brasil; e Andressa Joaquim, gerente de marketing para a América do Sul da SIG, empresas especializadas em embalagens

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