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Viés ator-observador na psicologia social


O viés ator-observador é um tipo de viés de atribuição. É um conceito da psicologia social que se refere à tendência de atribuir os próprios comportamentos a causas externas (“Eu errei porque o problema era muito difícil”) e, ao mesmo tempo, atribui os comportamentos de outras pessoas a fatores ou causas internas (“Ana errou porque ela não é inteligente”).

O viés ator-observador desempenha um papel fundamental na maneira como percebemos e interagimos com outras pessoas. Em essência, as pessoas tendem a fazer diferentes atribuições, dependendo do fato de serem atores ou observadores em uma situação.

“Os atores tendem a atribuir as causas do seu comportamento aos estímulos inerentes à situação, enquanto os observadores tendem a atribuir o comportamento às disposições estáveis ​​do ator”.
– Jones e Nisbett –

O viés ator-observador

Quando uma pessoa julga o seu próprio comportamento e é o ator, é mais provável que ela atribua as suas ações e os seus resultados – especialmente se forem negativos – a circunstâncias situacionais (por exemplo, mau tempo) ou peculiaridades passageiras, como o cansaço, do que a variáveis ​​internas e relativamente estáveis, como a personalidade.

No entanto, quando um observador explica o comportamento de outra pessoa (ou seja, o ator), é mais provável que ele atribua o seu comportamento à disposição geral dos atores, e não aos fatores da situação específica.

O viés ator-observador

O viés ator-observador tende a ser mais pronunciado em situações em que os resultados são negativos: de alguma forma, ao culpar a situação ou as circunstâncias do que aconteceu, protegemos o nosso autoconceito.

No entanto, quando algo negativo acontece com outra pessoa, os outros costumam culpá-la por suas escolhas pessoais, comportamentos e ações, e não pelas circunstâncias externas.

Nesse sentido, os pesquisadores descobriram que as pessoas não caem tanto no viés ator-observador com pessoas que conhecem bem, como amigos íntimos e familiares. Mas, por que isso acontece?

Aparentemente, como temos mais informações sobre as necessidades, motivações e pensamentos desses indivíduos próximos, é mais provável que levemos em conta as forças externas que afetam o seu comportamento.

Uma razão possível que justifica o viés ator-observador é que, quando as pessoas são os atores de uma situação, estão mais conscientes das suas circunstâncias.

No entanto, em muitas ocasiões, quando fazemos uma atribuição na qual o ator é outro, não conhecemos uma boa parte dessas circunstâncias. O que temos é a lembrança de alguém associado a características estáveis.

O erro fundamental de atribuição

Frequentemente, o viés ator-observador se confunde com o erro fundamental de atribuição. No entanto, embora ambos sejam tipos de vieses de atribuição, eles são diferentes um do outro.

O viés ator-observador e o erro fundamental de atribuição são basicamente dois lados da mesma moeda. Ambos os termos se referem ao mesmo aspecto do viés atributivo, mas não significam a mesma coisa.

Ao contrário do viés ator-observador, o erro fundamental de atribuição não leva em consideração o nosso comportamento. Muitas vezes, fica restrito a causas internas do comportamento de outras pessoas.

A nossa tendência para explicar o comportamento de outra pessoa com base em fatores internos, como personalidade ou disposição, é um erro fundamental de atribuição.

Portanto, o erro fundamental de atribuição se concentra apenas no comportamento de outras pessoas. São estritamente atribuições aos comportamentos dos demais.

Podemos dizer que, embora o erro fundamental de atribuição seja um viés de atribuição que discute a nossa tendência de explicar o comportamento de alguém de acordo com as suas disposições internas, o viés ator-observador compara a forma como fazemos atribuições quando estamos em um lugar ou outro (atores ou observadores).

Mulher preocupada


O impacto do viés ator-observador

O viés ator-observador pode ser problemático, pois pode levar a mal-entendidos e discussões. Isso ocorre porque, tendo dois pontos de vista diferentes, o do observador e o do ator, duas pessoas podem não concordar com o julgamento sobre uma determinada situação.

De fato, parece lógico pensar que não pode haver acordo quando ambas as partes atribuem comportamentos individuais a situações externas (atribuição externa) e a situação da outra parte às suas características (atribuição interna).

Dar um passo para trás e identificar as circunstâncias nas quais Ana não conseguiu resolver o problema, ou entender o motivo pelo qual João mentiu, pode evitar um conflito, além de nos livrar do erro e nos proporcionar uma visão mais justa.

Se fazemos isso conosco, por que não tentar fazê-lo com os outros?



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