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Comer peixe pode deixar crianças mais inteligentes, segundo pesquisa


Consumo de peixes e frutos do mar está relacionado a notas maiores

Consumo de peixes e frutos do mar está relacionado a notas maiores
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Uma análise de dados de 44 pesquisas diferentes, publicada no periódico médico Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids (PLEFA), associou o consumo de peixes e frutos do mar durante a gravidez e infância a um melhor desempenho em testes de habilidades mentais.

Quase todas as pesquisas sobre o consumo desses alimentos durante a gravidez e lactação tiveram resultados positivos. Cinco delas comprovaram que mães que comiam mais de 340 gramas por dia tiveram filhos com maior QI verbal, relacionado a processos de comunicação e conhecimentos adquiridos.

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Já o consumo de peixes e frutos do mar na infância resultou em crianças com menor risco de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, melhores notas escolares e QI maior em até 9,5 pontos em comparação com os colegas que não comiam peixe. As diferenças puderam ser constatadas a partir dos 14 meses de vida. As crianças que comiam quantidades superiores a 227 gramas por semana apresentaram resultados melhores.

Os pesquisadores orientaram as mulheres grávidas que participaram da pesquisa a evitarem peixes com nível elevado de mercúrio, como atum e espadarte. Mas três dos estudos que incluiram informações sobre o teor de mercúrio concluiram que os benefícios estavam presentes mesmo nos peixes com alto nível do metal.

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Das pesquisas analisadas, 29 eram estudos com participação de 102.944 pares de mãe e filho. Os outros 15 se referem a relatórios sobre 25.031 crianças menores de 18 anos. Nem todos os resultados indicavam benefícios, mas não foram encontrados malefícios, mesmo nos níveis mais altos de consumo.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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