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Com Ceará, Brasileirão terá seis marcas próprias em 2020 · Notícia · Máquina do Esporte


O Campeonato Brasileiro de 2020 terá, pela primeira vez na história, mais clubes atuando com fornecedores próprios de uniforme do que qualquer empresa que possua linhas de produtos direto ao consumidor. Na Série A do ano que vem, serão seis times usando marcas próprias, recorde histórico no país.

A escalada do uso de marcas próprias no Brasil começou em 2017, um ano após o Paysandu ter apostado no modelo e obter ótimo resultado. A partir de então, os clubes de médio e pequeno porte começaram a adotar a fabricação própria como o melhor caminho para fazer o produto chegar às mãos do torcedor e faturar mais.

Um exemplo de como esse modelo passou a gerar mais engajamento da torcida foi dado pelo Bahia na noite desta quinta-feira (12). O clube anunciou os uniformes para a próxima temporada que foram escolhidos em votação pelos torcedores e já colocou à venda as camisas em sua loja virtual. Apenas nesta sexta-feira (13) o produto chegará à loja oficial do time na Arena Fonte Nova e, só depois, irá ao varejo. Nessa operação, o faturamento sobre a venda feita pelo clube é muito maior.

Foto: Divulgação / Bahia

Para 2020, o Ceará será o novo time a apostar na marca própria, se juntando ao próprio Bahia, além de Fortaleza, Goiás e os recém-promovidos Atlético-GO e Coritiba. O clube cearense jogou a Série A de 2019 com uniformes da Topper, que, com o rompimento com o time, se desfaz de vez do seu projeto no futebol.

O crescimento dos times com marcas próprias no Brasileirão também se deve ao fator campo. Em 2019, a Umbro foi a líder entre as fornecedoras de material esportivo, com seis clubes sob contrato. Mas, com os rebaixamentos de Cruzeiro, Avaí e Chapecoense, a marca perdeu três times. A queda foi compensada pela entrada do Fluminense, anunciada nesta quinta-feira (12), e pela volta do Sport à Série A.

A troca de fornecimento de material esportivo do clube carioca, aliás, marca a saída de mais uma empresa do mercado, a Under Armour, que chegou a vestir São Paulo e Sport nos últimos anos, mas abandonará o futebol a partir de 2020.

O próximo ano também marcará uma maior concentração de marcas tradicionais nas camisas dos times. Além da Umbro, Adidas (Flamengo, Internacional e São Paulo), Nike (Corinthians e Red Bull Bragantino), Le Coq Sportif (Atlético-MG), Puma (Palmeiras), Kappa (Botafogo) e Diadora (Vasco) estarão presentes na Série A. Até maio no entanto, quando o campeonato tem início, a concentração poderá ficar ainda maior.

O Vasco negocia uma rescisão de contrato com a Diadora e pode ser mais um a acertar contrato com a Kappa. Se isso acontecer, haverá apenas seis marcas de material esportivo na edição de 2020 da Série A do Campeonato Brasileiro.



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