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O que o Japão está criando para povoar uma cidade inteligente em um ano


Projeto da cidade da Toyota que se chamará Woven City (Divulgação/Toyota Woven City)

Quando falamos sobre a Toyota, você provavelmente deve ligar a marca aos carros que ela produz desde 1974. E se eu disser que a empresa começou o ano de 2020 com um anúncio de uma cidade inteligente?

É isso mesmo, durante o principal evento de tecnologia e inovação do mundo, o CES (Consumer Electronics Show), o presidente da Toyota Motor Corporation, Akio Toyoda, anunciou a Woven City (cidade entrelaçada), que deverá entrar em operação no início de 2021. Eu já falei aqui no blog sobre outras smart cities que estão em desenvolvimento, mas nenhuma delas teve um período tão curto para receber os primeiros habitantes (cerca de um ano) e a proposta de não ser somente um lugar onde as pessoas irão residir como também será utilizado de laboratório em grande escala.

Quando eu falo laboratório, não quero dizer aqueles milhares de tubos de ensaio com fumaças e líquidos de cores diversas, embora eles provavelmente existirão por lá, mas sim itens tecnológicos que estão em desenvolvimento (ou serão ainda desenvolvidos) e que irão impactar diretamente os moradores. A empresa japonesa convidará pesquisadores e cientistas de todo o mundo para que eles desenvolvam seus projetos nessa incubadora do mundo real.

Só para você ter uma ideia, as casas já “sairão de fábrica” com sensores de inteligência artificial que facilitarão atividades do dia a dia como fazer compras ou retirar o lixo quando cheio. No vídeo do anúncio do projeto que você pode conferir abaixo, é possível ver até mesmo um robô cozinhando para a família! Cidades mais inteligentes, é essa a bandeira que eu sempre levantei!

Enquanto a parte “visível” foi planejada para trazer comodidade, conforto e praticidade aos moradores, no subsolo do emaranhado de ruas é onde tudo que deixa a cidade “viva” deverá acontecer. Longe dos olhos de quem passa pelo município serão instaladas unidades de armazenamento de energia e uma rede completa de entrega. Lembra que citei acima que será mais fácil fazer compras? Pois então, um robô fará o pedido do que falta na sua geladeira e tudo será entregue no seu apartamento pelo subsolo.

É claro que a Toyota não iria deixar de pensar em algo para a locomoção também. Atualmente, quando pensamos em uma via, temos basicamente a rua e a calçada. O modelo da Woven City será diferente: uma área para veículos de alta velocidade, como carros e ônibus, uma via para pedestres e veículos individuais de locomoção de baixa velocidade e uma terceira somente para pedestres que será cercada por plantas e árvores. Dessa forma, você escolherá o ritmo a seguir. Além disso, as ruas principais contarão apenas com veículos autônomos que não emitam carbono, ideia essa liderada pelos Toyota e-Palletes.

Planejada para ser totalmente sustentável, em uma combinação de construções típicas japonesas e métodos de produção robotizados, os edifícios serão feitos principalmente de madeira tradicional do país, o que colaborará com a redução da pegada ecológica.

Parece uma boa ideia, não? Já estou ansioso para visitar o projeto no ano que vem e tenho certeza de que a Woven City com o Monte Fuji ao fundo será mais do que apenas uma paisagem incrível para se ter em um porta-retrato.

O que você acha? A cultura japonesa colaborará para que este projeto seja entregue em um ano? Deixe os seus comentários abaixo.

Até a próxima semana…



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