É importante ainda tratarmos um pouco sobre Políticas Públicas – alvo de muitas críticas
Existe uma tentativa recorrente de demonizar as políticas públicas associadas à esquerda, como se programas sociais, SUS, universidades públicas, PROUNI, FIES, ciência e redução de impostos para trabalhadores, etc, fossem desperdícios ou privilégios. Essa narrativa ignora a realidade: essas políticas não beneficiam um partido, mas milhões de brasileiros.
O Bolsa Família, por exemplo, não é simplesmente distribuição de dinheiro. É uma política que articula renda, educação, saúde e assistência social, ajudando a combater a pobreza e a romper ciclos de exclusão.
O SUS também não é uma ideia abstrata. Ele está presente na vacinação, nos tratamentos, nos transplantes, na prevenção de doenças e no atendimento diário da população. As universidades públicas, por sua vez, formam profissionais e concentram grande parte da produção científica brasileira.
A redução do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais demonstra que políticas de redistribuição também podem aliviar diretamente o orçamento dos trabalhadores. O dinheiro que deixa de ser descontado pode retornar para o consumo, para a alimentação, para a educação e para a própria economia.
Os resultados não devem ser avaliados por preconceitos ideológicos, mas por evidências.
Defender políticas públicas não significa defender cegamente qualquer governo. Significa reconhecer que o Estado tem responsabilidade na redução das desigualdades e na garantia de direitos. A verdadeira discussão deve ser sobre a qualidade, a fiscalização e o aperfeiçoamento dessas políticas — e não sobre sua destruição por razões ideológicas.
Quando uma família recebe apoio para não passar fome, quando um trabalhador paga menos imposto, quando um paciente é atendido pelo SUS ou quando uma universidade desenvolve uma pesquisa que salva vidas, não estamos diante de privilégios. Estamos diante de direitos sociais e de investimentos no desenvolvimento do Brasil.
A demonização das políticas públicas serve apenas para esconder seus resultados e enfraquecer instrumentos que pertencem à população. O Brasil não ficou menor por investir em seu povo. Ao contrário: tornou-se mais forte quando passou a compreender que justiça social, educação, saúde, ciência e trabalho são fundamentos de um país verdadeiramente desenvolvido.
Viva o Brasil. Viva o Nosso País! Que tenhamos boas eleições.

