As eleições de 2026 terão grande impacto na vida dos brasileiros. No dia 4 de outubro, serão escolhidos o presidente da República, governadores, dois senadores por Estado, deputados federais e deputados estaduais.
Cada cargo possui responsabilidades diferentes. O presidente dirige o governo federal. O governador administra o Estado. Senadores e deputados federais participam das decisões nacionais. Deputados estaduais atuam na Assembleia Legislativa e discutem temas relacionados ao Estado.
Por isso, não basta escolher alguém apenas pelo nome, pela aparência, pelo discurso mais barulhento ou pela quantidade de seguidores nas redes sociais.
Antes de votar, é importante pesquisar: a história do candidato; suas propostas; o partido ao qual está filiado; seus posicionamentos sobre saúde, educação e segurança; sua defesa — ou não — dos serviços públicos; sua relação com os trabalhadores; seu compromisso com a democracia e soberania brasileira; seu comportamento diante de denúncias e informações falsas; sua atuação anterior, quando já exerceu mandato.
Para quem busca a reeleição, a pergunta é ainda mais direta: o que esse candidato realmente fez durante o mandato? Ele está alinhado ao que penso sobre políticas públicas? Como suas ações impactaram a vida dos cidadãos?
Como votou em projetos que afetaram os servidores? Defendeu concursos públicos? Apoiou a valorização dos trabalhadores? Atuou pela melhoria da saúde e da educação? Fiscalizou os recursos públicos? Manteve diálogo com a população ou desapareceu depois de eleito?
O eleitor também deve desconfiar de promessas fáceis, discursos de ódio e soluções mágicas. Problemas complexos não são resolvidos com preconceito, violência verbal ou perseguição a grupos sociais.
A democracia exige debate firme, mas isento de ódio. É possível discordar sem desumanizar. É possível defender mudanças sem atacar instituições. É possível cobrar resultados sem transformar adversários em inimigos.
Para os servidores públicos, a eleição tem consequências concretas. As decisões dos governantes e parlamentares influenciam salários, aposentadorias, condições de trabalho, concursos, atendimento à população e funcionamento dos serviços públicos.
O movimento sindical tem destacado a importância de mobilizar os trabalhadores para que o voto considere a defesa dos direitos trabalhistas e o risco de retrocessos sociais.
Também é essencial verificar as informações antes de compartilhá-las. Notícias falsas podem manipular o eleitor, destruir reputações e enfraquecer o debate público.
Votar é um direito, mas também é uma responsabilidade. O voto de cada pessoa tem valor e deve ser exercido com liberdade, consciência e informação.
Depois da eleição, a tarefa continua. É preciso acompanhar os mandatos, cobrar compromissos, participar das discussões públicas e fortalecer as organizações da sociedade.
O servidor não é apenas eleitor. É trabalhador, cidadão e parte fundamental da prestação dos serviços públicos à população.
No dia 4 de outubro, vote com consciência. Pesquise. Compare. Questione. Não entregue seu voto a quem oferece apenas discursos, medo ou ódio.
Democracia se fortalece quando o povo participa e acompanha aqueles que elege.

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